SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Tempo previsto: 12 aulas
Conteúdos e temas: Os órgãos dos sentidos – audição, estrutura de revestimento e visão; funcionamento dos órgãos dos sentidos.
Competências e Habilidades: Relacionar, Identificar, Reconhecer, Localizar e Aplicar as relações conhecidas com o Sistema Nervoso Central e as doenças em potencial.
Estratégias de Ensino: Realização de leitura e interpretação de texto, aula experimental e exposição de imagens.
Recursos: Texto relacionado aos órgãos dos sentidos e questionário para interpretação. Atlas do corpo humano e pôsteres. Sal, açúcar, limão, água tônica, café (para trabalhar o paladar e olfato), Copos plásticos e barbante – montar um telefone (para trabalhar a audição).
Avaliação: Participação nas atividades em grupo e discussão compartilhada; envolvimento na atividade experimental; organização do caderno; elaboração de desenhos legendados e avaliação (questões alternativas e dissertativas).
Problematização: Como o som é produzido? Qual a semelhança entre uma máquina fotográfica com a visão humana? Por que algumas pessoas utilizam óculos? Por que temos tonalidades diferentes na cor da pele? Sabe o que provoca o câncer de pele? Você está com frio ou calor?
Sondagem: Discussão com os alunos sobre a exposição à luz solar, uso excessivo de aparelhos sonoros.
Contextualização: Narrativas com os seguintes temas: G1 Testa poluição sonora em vias movimentadas da capital paulistas; A origem da máquina fotográfica; Acne atinge 90% do adolescentes e metade dos adultos; Elaboração de hipóteses com os alunos, explicação dos temas.
Equipe 4 - MGME
Você está convidado a produzir seu depoimento de leitura e escrita, expondo uma ou mais experiências pessoais que considere importante compartilhar.
Ao pensar sobre como se deu a construção do processo de leitura e escrita na minha vida, voltei a minha infância. Lembro-me perfeitamente, que minha avó chegava com as compras dos supermercados e utilizava-se das caixas vazias para ler comigo o que havia escrito nas caixas. O interessante é que já ficava esperando esse momento, sempre que ficava sabendo que minha avó havia ido as compras.
Minha mãe costumava comprar coleções de livros de histórias que vinham acompanhadas de discos de vinil, sentava conosco para contar as histórias. Em alguns momentos eu escutava os discos que reproduziam as histórias e tentava acompanhá-las com os livros, como se dominasse perfeitamente a leitura.
Ao longo do processo lembro-me que na escola éramos sempre instigados a leitura, tendo que ler alguns livros durante um ano escolar.
Minha mãe sempre contava histórias pra nós dormirmos e acredito que todo esse processo foi fundamental para a construção da minha leitura e escrita.
Ana Claudia
O caminho suave da leitura
As nossas recordações são uma forma de ler o passado e interpretá-los de diversas maneiras. Guardo comigo ainda o caderno do primeiro dia que fui para a escola, foi no ano de... Ah! Deixa para lá! Bom, nem precisa falar do imenso carinho e ciúme que tenho por este instrumento de
aprendizado tão importante na vida de muitos. Minha primeira escrita foi... ‘A MAMÃE’, foi bem apropriado, visto que foi a minha genitora que sentava toda à tarde ao meu lado me dando umas aulas de reforço. Fazia-me escrever com a mão direita, sendo eu... Canhoto. Acreditem, era o mês de julho e eu ainda não sabia ler! Enfim, a vingança veio à tona, quando em uma tarde qualquer consegui ler a minha primeira frase. “A NANICA SAIU DA MATA”, foi estupendo! Muita alegria e assim por diante. Desculpem não apresentá-la aos queridos colegas cursistas, Nanica era o nome da personagem, uma macaca. A partir de então, não parava mais de ler. Era embalagem de Toddy, Omo, outdoors, letreiros de ônibus... No fim daquele ano ditatorial de Ernesto Beckmann Geisel, fui agraciado pela professora Ana Maria com uma linda coleção do Monteiro Lobato como o melhor estudante da turma. E coincidentemente ou não, no meu último ano de colegial também fui novamente agraciado com dois livros do professor de Técnicas de Redação e Literatura, Luis Carlos, como o melhor da turma. Pouco modesto.
aprendizado tão importante na vida de muitos. Minha primeira escrita foi... ‘A MAMÃE’, foi bem apropriado, visto que foi a minha genitora que sentava toda à tarde ao meu lado me dando umas aulas de reforço. Fazia-me escrever com a mão direita, sendo eu... Canhoto. Acreditem, era o mês de julho e eu ainda não sabia ler! Enfim, a vingança veio à tona, quando em uma tarde qualquer consegui ler a minha primeira frase. “A NANICA SAIU DA MATA”, foi estupendo! Muita alegria e assim por diante. Desculpem não apresentá-la aos queridos colegas cursistas, Nanica era o nome da personagem, uma macaca. A partir de então, não parava mais de ler. Era embalagem de Toddy, Omo, outdoors, letreiros de ônibus... No fim daquele ano ditatorial de Ernesto Beckmann Geisel, fui agraciado pela professora Ana Maria com uma linda coleção do Monteiro Lobato como o melhor estudante da turma. E coincidentemente ou não, no meu último ano de colegial também fui novamente agraciado com dois livros do professor de Técnicas de Redação e Literatura, Luis Carlos, como o melhor da turma. Pouco modesto.
Imagino minha vida sem a leitura e sei quais as trágicas consequências seriam. Informação é poder, ninguém pode tirá-la, é um patrimônio teu. A melhor maneira de adquiri-la, a leitura.
Alexandre Castro - Professor de Ciências
Sensações Ímpares
Minha infância foi repleta de aventuras na ilha do tesouro, aventuras de Xisto. Na adolescência aquelas revistas de banca Sabrina, Julia, Bárbara, juntamente com livros de Agatha Christie com seus mistérios. A leitura é um bálsamo para a alma, pois nela experimentamos sensações indescritíveis, choro, me emociono, fico brava, dou risada sozinha, sinto o drama dos personagens, vibro pelos fatos que dão certo. Quem nunca chorou ao ler a letra de uma música, ler aquele poema que entra como luz em nossa alma.
Sensações ímpares que só a leitura nos oferece, amo ter tido a oportunidade de ter uma mãe que me incentivou a ler desde pequena e um pai que juntava seus filhos ao redor de uma mesa para ler poesias. Isso deixa marcas em nosso ser.
Alitta Marzolla - Professora de Ciências.
Ao
chegar à adolescência muitas dúvidas sobre a sexualidade vinha a minha
mente, eu perguntava para minha família, mas eles fugiam do assunto, tinham
vergonha e para não afrontá-los eu procurava por mim mesma as respostas, como eu
estudava em um colégio cristão as literaturas que havia lá eram escolhidas a
dedo, li vários livros, passava horas na biblioteca da escola, eu também
trabalhava na escola então nos momentos em que não estava atendendo ao público
pegava um livro para tirar minhas dúvidas, fazer os trabalhos. Os livros que
não me interessavam eram os livros de literatura eu detestava todos eles, não
conseguia achar nada que prestasse neles, para mim naquela época eu só lia
porque tinha a obrigação de estudar para as provas e vestibular, as histórias
eram estranhas e sem sentido, talvez porque não tinha bagagem histórica para
compreendê-las corretamente.
Tudo
era difícil pra mim
Boa tarde
gostaria de dividir aqui um pouco da minha experiência, eu me lembro de quando
comecei a ter contato com as primeiras letras, era tudo extremamente difícil
pra mim, não havia frequentado a pré-escola, mal sabia rascunhar a letra A, às
vezes minha irmã fazia as lições por que eu não conseguia desenhar as letras
como as linhas pontilhadas ensinavam, mas eu me lembro de quando conheci outra
forma de expressar o que se sente. Ao descobrir outros dons eu comecei a
desenvolver toda a vontade de estudar e saber mais a respeito do mundo ao meu
redor, tudo que antes era difícil para mim agora parecia fácil e gostoso de
aprender, descobri que sabia cantar, desenhar e que trabalhar artisticamente
com as mãos. Minha mãe não tinha muito tempo para ver minhas lições, mas minha
avó que era alfabetizadora me incentivava muito nas lições. Ao ouvir um pouco a
história de Gilberto Gil lembrei-me da minha querida avó, enquanto ela
preparava o alimento eu me sentava na cadeira da cozinha e começava a fazer
minhas lições de casa, ainda errando bastante, mas aprendendo as matérias.
Depois de um tempo tomei gosto pela escrita, pois já dominava muitas palavras,
foi então que comecei a escrever em meu diário, cada dia havia algo novo pra
contar, uma experiência, um segredo, coisas que eu guardava a sete chaves, na
verdade guardava a códigos, é para cada letra eu tinha um código diferente,
pois eu não queria que ninguém lesse meus segredos.
Ao
chegar à adolescência muitas dúvidas sobre a sexualidade vinha a minha
mente, eu perguntava para minha família, mas eles fugiam do assunto, tinham
vergonha e para não afrontá-los eu procurava por mim mesma as respostas, como eu
estudava em um colégio cristão as literaturas que havia lá eram escolhidas a
dedo, li vários livros, passava horas na biblioteca da escola, eu também
trabalhava na escola então nos momentos em que não estava atendendo ao público
pegava um livro para tirar minhas dúvidas, fazer os trabalhos. Os livros que
não me interessavam eram os livros de literatura eu detestava todos eles, não
conseguia achar nada que prestasse neles, para mim naquela época eu só lia
porque tinha a obrigação de estudar para as provas e vestibular, as histórias
eram estranhas e sem sentido, talvez porque não tinha bagagem histórica para
compreendê-las corretamente.
Foi no cursinho que eu descobri outra área do conhecimento, a história, ela
trouxe uma luz à minha mente, me fez compreender melhor às questões
sociais a minha volta, na escola as informações eram parcialmente
expostas, mas no cursinho o ambiente era favorável e as ideias
fluíam sem barreiras de tempo.
Julia Longhin – Professora de Ciências


Sempre tive dificuldade em ler e escrever uma das coisas que mais me irritavam na infância era quando chegavam as pós férias que a professora pedia pra nós fazermos uma redação sobre o que tinhamos feito nas nossas férias, para onde tinhamos viajado o que tinhamos feito de interessante e pra mim era um martírio pois na realidade eu nunca viajava nas minhas férias era sempre a mesma coisa nas férias de dezembro e nas de julho também eu só jogava bola e na verdade eu pensava que era vergonhoso contar pra professora que eu só jogava bola e não viajava não revia familiares enfim eu sempre ficava bolando na minha cabeça um jeito de inventar uma viagem inventar algo interessante pra colocar na minha redação mas no fim de tudo os meus jogos de futebol sempre apareciam!
ResponderExcluirSempre tive dificuldade em ler e escrever uma das coisas que mais me irritavam na infância era quando chegavam as pós férias que a professora pedia pra nós fazermos uma redação sobre o que tinhamos feito nas nossas férias, para onde tinhamos viajado o que tinhamos feito de interessante e pra mim era um martírio pois na realidade eu nunca viajava nas minhas férias era sempre a mesma coisa nas férias de dezembro e nas de julho também eu só jogava bola e na verdade eu pensava que era vergonhoso contar pra professora que eu só jogava bola e não viajava não revia familiares enfim eu sempre ficava bolando na minha cabeça um jeito de inventar uma viagem inventar algo interessante pra colocar na minha redação mas no fim de tudo os meus jogos de futebol sempre apareciam!
ResponderExcluirLindo os depoimentos de como foi o contato de vocês com a leitura e escrita.
ResponderExcluirTambém deixei minha contribuição!
Parabéns!